8 razões pelas quais a geração do milênio pode nos ensinar sobre investimento

Robert Kiyosaki

 

Caro leitor,

Você já ouviu estas coisas antes? “Prefiro ter um emprego que amo do que um que me dê muito dinheiro.” Que tal: “Quero um trabalho que me permita fazer diferença no mundo”? Ou talvez: “Não me importo com dinheiro, só quero me sentir realizado”? Ou, o mais recente, “Isso me dá satisfação pessoal?”

No início de 2019, Marie Kondo causou furor na geração do milênio com seu programa da Netflix sobre seu conceito de organização. O método de Kondo de avaliar o que você possui e perguntar se isso “causa satisfação” impressionou a geração do milênio, que começou a vasculhar seus armários e vidas, se perguntando se os itens desordenados em seu apartamento geravam satisfação.

Em uma pesquisa da American Express, 68% dos millennials declararam que queriam fazer uma diferença positiva no mundo. Cerca de 81% disseram que uma empresa de sucesso deveria ter um objetivo genuíno, e mais de um terço afirmou que o sucesso significava fazer um trabalho que tivesse um impacto positivo na sociedade.


É mais do que um mero salário

É claro que a geração do milênio quer algo mais do trabalho do que um salário. Reconhecer que o trabalho é mais do que um salário é um passo na direção certa, mas pode facilmente levar a geração do milênio à corrida dos ratos.

A geração Y ainda tem uma má reputação. Ela é culpada por tudo. A extinção da TV a cabo, a extinção do que muitas gerações amavam antes dela— o shopping center, e a geração até foi culpada pelo declínio nas vendas de maionese. Ela representa um grande grupo de pessoas com um impacto significativo na economia.

Um artigo no thebalance.com compartilhou oito impressões sobre como a geração do milênio encara o dinheiro. Vou explicar por que ela foi quase forçada a pensar em dinheiro de maneira diferente dos pais em um minuto. Mas, primeiro, é importante salientar que muitos dos problemas não são necessariamente culpa dela.


A poupança para a aposentadoria não é sua principal prioridade no momento

O artigo afirma que os millennials não estão colocando a poupança para a aposentadoria no topo de sua lista porque estão mais preocupados com o pagamento de dívidas — 67% dos millennials indicaram o pagamento de dívidas como sua prioridade.

Embora a dívida de consumo represente grande parte de suas despesas, os empréstimos estudantis estão atravancando essa geração.


Millennials são avessos ao risco

O millennial mais jovem tinha apenas 18 anos quando a crise financeira de 2008 causou estragos na economia. Eles viram seus pais perderem tudo. E, assim como meus pais que viveram a Grande Depressão, eles procuram investir com cautela.

Ser avesso ao risco abre a porta para a geração do milênio tomar sua educação financeira em suas próprias mãos para reduzir o risco. Investir não é arriscado se você é instruído.

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Millennials são poupadores independentes para a aposentadoria

A geração do milênio sabe que o plano de aposentadoria tradicional em que minha geração está confiando não existirá mais. Eles sabem que serão responsáveis por economizar para a própria aposentadoria.

Para minha esposa Kim e eu, nosso objetivo era ser financeiramente estável, e não apenas nos “aposentar”. Quando eu tinha 47 anos e ela tinha 37, estávamos financeiramente estáveis. Esse objetivo exigia que elaborássemos um plano e agíssemos. Além disso, nos forçou a ser criativo. A geração do milênio é a geração perfeita, segue nosso caminho.


Millennials esperam viver mais

A pesquisa da Transamerica revelou que 17% dos millennials esperam alcançar mais de 100 anos. Enquanto isso, apenas 11% da geração X e 9% dos baby boomers esperam viver por tanto tempo.

“Se as expectativas dos millennials em relação à aposentadoria e à expectativa de vida forem verdadeiras, eles poderão ser a primeira geração a ter aposentadorias mais longas do que o tempo gasto trabalhando.”


Há coisas que eles precisam superar

Os millennials não apenas esperam viver mais, como também esperam se aposentar mais cedo do que os baby boomers. Com custos crescentes, salários estagnados e a dívida de empréstimos estudantis acima mencionada, os millennials têm uma tempestade pronta que os impede de alcançar seus objetivos.

Eu já contei a história antes de como Kim e eu chegamos a morar em nosso carro. Mas nosso objetivo de não ter que nos preocupar com finanças foi o que nos levou a continuar insistindo, independentemente do obstáculo em nosso caminho.


O investimento socialmente responsável é importante para eles

“O Morgan Stanley relatou no ano passado que 86% dos investidores da geração do milênio estão muito ou um pouco interessados em investimentos sustentáveis, em comparação a 75% da população geral.”

Admiro muito essa geração. Seu desejo de ter um impacto positivo e trabalhar para realização pessoal em vez de um salário é fascinante.


Menos deles têm planos de aposentadoria dependentes de empregadores

Não é de surpreender que essa geração não tenha planos de aposentadoria pagos pelo empregador. Já mencionei no passado que a geração do milênio prefere empregos autônomos que lhes dão mais liberdade do que as gerações anteriores.


Fundos de emergência estão em falta

“Em geral recomenda-se que as pessoas tenham pelo menos alguns meses de despesas de moradia economizadas em dinheiro, a fim de pagar por emergências inesperadas, como um problema de saúde ou consertos significativos em automóveis ou em casa. A Transamerica declarou que um quarto dos millennials têm menos de US $1.000 poupados, com o nível médio em apenas US$ 2.000.”

Kim e eu, desde o primeiro dia, nos comprometemos a nos pagar primeiro. Isso significa que, a cada dólar que entra, 30% eram retidos — então dividíamos essa parcela em três destinos: investimento, poupança e caridade.

Muitos millennials fazem o que amam, mas ainda estão presos na faixa de impostos de funcionários. Eles amam seu trabalho, mas estão sendo tributados em 40% ou 50%. Para cumprir meu objetivo, tive que fazer algumas coisas que não amava. A geração do milênio diz que não vê problema em ganhar menos dinheiro porque consegue fazer o que ama, mas essa mentalidade não a ajudará no objetivo de se aposentar cedo.

Investir permitirá que a geração do milênio viva a vida que deseja e lhe permitirá realmente causar um impacto da maneira pretendida. Pense nisso. Eles trabalham das nove às cinco, recebem um salário que é taxado em 40% e têm talvez US$ 50 (depois das despesas) para doar para a instituição de caridade que amam ou investir no hobby que os satisfaz.

Em vez disso, deveriam investir em ativos que os transportem do lado esquerdo do quadrante para o lado direito. Deveriam procurar alcançar uma estabilidade financeira para poder doar mais tempo e dinheiro para as coisas que lhes trazem alegria.

​Robert Kiyosaki

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