A geração mais instruída está quebrada

Robert Kiyosaki

 

Caro leitor,

Segundo muitos relatórios, a geração do milênio é a geração mais instruída da história dos EUA — e de longe. Veja este gráfico da Pew Research.

 

No entanto, ela tem um problema. Apesar de todo esse ensino superior, a geração enfrenta os mais altos níveis de desemprego de qualquer demografia do trabalho e ganha 20% menos do que seus pais na mesma fase da vida.

Além disso, esses indivíduos também têm uma quantidade esmagadora de dívidas de empréstimos estudantis. A Magazine Inc. relata:

Os norte-americanos devem mais de US$ 1,5 trilhão em empréstimos estudantis, e a geração do milênio porta a maior parte dessa dívida. E a terá por muito, muito tempo, de acordo com uma nova pesquisa realizada com 1.000 millennials pela ORC International, encomendada pela empresa de relações públicas PadillaCRT. Quase dois terços dos entrevistados relataram ter pelo menos US$ 10.000 em dívidas estudantis. Mais de um terço informou que devia mais de US$ 30.000.

Algumas pessoas pensam que cortar excessos financeiros resolverá os problemas para a geração do milênio. Mas a questão é muito mais profunda do que alguns simples luxos.


A combinação cruel

De várias maneiras, a geração do milênio é vítima de uma combinação cruel: dívida sistêmica e bolhas de ativos, além de uma educação antiquada sobre como o dinheiro funciona.

Charles Hugh Smith publicou uma importante mensagem no final de maio do ano passado, chamada “A louca bolha da dívida global nunca vai chegar ao fim?” Na publicação, ele detalhou como a maioria das dívidas dos consumidores não é respaldada por ativos físicos, mas pela capacidade do mutuário de pagar a dívida.

Nos últimos anos, taxas de juros próximas de zero levaram à expansão contínua da dívida do consumidor. Na verdade, agora ela alcançou US$ 12,73 trilhões. Está mais alta do que durante o terceiro trimestre de 2008, quando o mundo financeiro entrou em colapso.

Naturalmente, durante esse período, a renda não aumentou. Como Smith mostra, a renda mediana das famílias ajustada pela inflação é estável desde 1998, e os que estão nos 90% inferiores da faixa de assalariados realmente viram sua renda cair.

Portanto, continuamos vendo montantes crescentes de dívida, mas nenhum crescimento de receita para compensar. Como isso continua? Mais uma vez, entram em cena as taxas de juros artificialmente baixas dos bancos centrais.

Era isso que os bancos queriam. Dá a aparência de crescimento sem de fato gerar crescimento real.


O alto custo das necessidades básicas

Enquanto isso, como aponta Smith, os “cartéis protegidos pelo Estado” aumentaram seus preços para níveis astronômicos.

 

Você perceberá que dois dos princípios básicos necessários para a vida, alimentos e habitação, sofreram inflação de 50% desde 1996, enquanto as roupas mantiveram-se estáveis em pouco menos de 0%.

Ensino superior e livros didáticos estão 200% mais caros. Isso é surpreendente — e criminoso.

Por décadas, a principal regra de sucesso nos EUA era cursar faculdade e obter um bom diploma. Esse foi o passo fundamental para conseguir um emprego bem remunerado, comprar uma casa e investir na aposentadoria.

Essas são, é claro, todas as velhas regras do dinheiro.


Caindo em uma mentira

A geração do milênio acreditou cem por cento nesse sonho. É por isso que ela é a geração mais instruída, e a que está em pior situação financeira.

Enquanto frequentavam a faculdade, as mensalidades aumentavam em níveis astronômicos, enquanto o custo de vida aumentava, o emprego diminuía e a renda decrescia.

Enquanto isso, o custo de bens de consumo baratos, como TVs e smartphones, despencou, graças ao trabalho e produção baratos no exterior. A tempestade perfeita aconteceu. A geração do milênio acumulou a dívida de consumidor graças a tarifas baratas de cartão de crédito e presumiu que seus custos inflacionados em educação se pagariam com altos salários que cobrissem as dívidas.

A conclusão é bem diferente.

O resultado, como relata o USA Today, é que, embora 48% dos millennials se sintam otimistas sobre seu futuro financeiro, uma porcentagem maior que os membros da geração X (37%) e os baby boomers (22%), eles também apresentam os níveis mais altos de tensão em relação a suas finanças.

Eles se estressam em média quatro horas por semana com dinheiro, em comparação a duas horas para a geração X e uma hora para os baby boomers.


Como a geração Z encara o dinheiro

A Geração Z, formada pelos irmãos mais novos da geração do milênio, assistiu do banco de reserva — e quer fazer as coisas de um jeito diferente.

De acordo com um novo estudo do Center for Generational Kinetics, a geração mais jovem que chega à idade adulta encara o dinheiro de maneira muito diferente das gerações anteriores.

Para começar, eles “fogem das dívidas como quem foge da cruz”. Em relação a faculdade, eles aprenderam a lição. A maioria busca cursos que não causem dívidas. A maioria planeja trabalhar enquanto estuda para evitar dívidas, e um quarto deles planeja usar suas economias para pagar as mensalidades.

Essa prevenção de dívidas também gera um alto valor na poupança. Com muitas pessoas da geração Z ainda na adolescência, 12% já começaram a poupar para a aposentadoria e 35% afirmam que começarão por volta dos vinte anos.

Talvez o mais surpreendente seja como a geração Z planeja sustentar a aposentadoria: “Pelo menos 52% no estudo do Center for Generational Kinetics afirmaram planejar o pagamento pela aposentadoria com economias pessoais, 28% continuarão trabalhando e 26% dependerão de assistência do governo”.

Assim, embora a geração Z esteja aprendendo uma lição valiosa sobre as velhas regras do dinheiro — que ir para a faculdade não é um grande investimento —, ela está cometendo dois equívocos: poupar dinheiro e evitar dívidas. Ela também está caindo na mentira de que um emprego fornece segurança financeira.


Aposente-se rico com educação financeira

Na era dos millennials, haverá cada vez mais dois tipos de pessoas, os pobres e os ricos. Aqueles com uma baixa educação financeira serão pobres e aqueles que são financeiramente inteligentes serão ricos.

Em outras palavras, aqueles que entendem a importância de investir para gerar fluxo de caixa em ativos que protejam contra a inflação prosperarão, enquanto quem segue o caminho fácil de aplicar dinheiro em um plano de aposentadoria enfrentará a escassez, pois os custos da aposentadoria ultrapassam em muito suas economias e ganhos modestos.

Hoje é o dia de começar a aumentar sua educação financeira.

Como você ou seus filhos estão se preparando para a aposentadoria?

Como você começará a trilhar seu caminho para a aposentadoria, a fim de poder estar ativo, viver plenamente e ser rico na última metade da sua vida?

​Robert Kiyosaki

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