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O maior desafio financeiro dos jovens adultos

Caro leitor,

Quando escrevi Pai rico, pai pobre, meu público era a geração baby boomer que adorava comprar coisas: carros, casas, TVs e muito mais. Algumas dessas coisas eles foram levados a acreditar que eram investidores. Foi por isso que escrevi: “Sua casa não é um ativo”.

Existe até um ar de superioridade moral entre os que vivem dessa maneira. Como Marian Salzman, CEO da Havas PR North America, escreveu para a Forbes:

“Compre tudo o que puder.” “Aquele que morrer com mais brinquedos ganha.” “A ganância é positiva.” Essas crenças parecem tão ultrapassadas agora como aquecedores de pernas e filmes de John Hughes. Parecem relíquias não apenas dos anos 80, mas também de uma civilização antiga. É difícil acreditar que as pessoas as tenham dito (mesmo que ironicamente) em nossos dias.

Citando pesquisas de sua matriz, a Havas Worldwide, Salzman escreve:

“As pessoas preferem abandonar as compras do que continuar até o limite que podem pagar, e essa mudança é boa. As pessoas começaram a pensar em compras como um mal necessário. É algo que ainda temos que fazer, e algo que até às vezes gostamos (com culpa), mas a maioria de nós não se gaba mais disso.

Preferimos gastar nosso dinheiro em experiências (para citar um mantra da indústria) e em histórias que podemos contar a nós mesmos e aos outros. Ainda estamos sofrendo com a ressaca da dívida coletiva após o início dos anos 2000 (alimentada em parte por George W. Bush estimulando os norte-americanos a fazer compras como dever patriótico). E, o mais importante, estamos atentos ao impacto que nossas compras têm no planeta e em outras pessoas, especialmente em nós mesmos.”

A geração do milênio segue os nossos passos

Este ano, os millennials mais velhos estão completando 38 anos — uma idade primordial para famílias jovens e formação de núcleos familiares. Os gastos tendem a aumentar com a renda à medida que os consumidores chegam aos 30 e 40 anos.

A geração do milênio, composta por indivíduos entre 20 e 30 anos, está ultrapassando os baby boomers como a maior geração de compradores da história.

Até o final de 2020, os gastos dos millennials representarão US$ 1,4 trilhão em vendas no varejo nos EUA, de acordo com a consultoria Accenture. Isso é um quarto do total estimado em US$ 5,7 trilhões, de acordo com a eMarketer.

Essa geração está amadurecendo, e os jovens de hoje têm uma ética diferente. Eles estão mais interessados em experiências. Como informa o “USA Today”, “um estudo recente do Harris Group constatou que 72% da geração Y planeja se concentrar em ‘experiências em vez de bens físicos’ em seus gastos futuros”.

Isso levou a queixas de que uma geração jovem gaste muito em bares e restaurantes, mas na verdade não são hábitos de gastos que formam o maior problema para a geração do milênio em geral.

O maior desafio financeiro enfrentado pela faixa etária de 20 ou 30 anos é um problema estrutural de como ela poderá poupar e investir para a aposentadoria.

Minha maior preocupação com os baby boomers era sua capacidade de viver com liberdade financeira no futuro. Pai rico, pai pobre não era e não é um livro de enriquecimento rápido. Envolvia uma mudança fundamental no pensamento sobre dinheiro e finanças. Tratava-se de construir um portfólio de ativos de fluxo de caixa que liberariam o leitor financeiramente e permitiriam uma aposentadoria segura.

As coisas já são difíceis o suficiente para os baby boomers quando se trata de aposentadoria. O Miami Herald relata:

“O Insured Retirement Institute divulgou um relatório que constatou que apenas 24% dos baby boomers estão confiantes de que terão economias suficientes para durar ao longo dos anos de sua aposentadoria. Apenas 55% relataram ter economias para a aposentadoria”.

Hoje, para a geração do milênio, parece que está ficando cada vez mais difícil. O USA Today afirmou:

“A geração do milênio também enfrenta um golpe duplo matemático de menores ganhos ao longo da vida e menores retornos de investimento que tornarão seu desafio ainda mais difícil”.

Em termos de renda, considere o estudo de um economista de Yale sobre os ganhos dos graduados da faculdade, que mostrou “efeitos salariais negativos amplos para uma formação em uma economia pior”. Em alguns casos, houve registro de até US$ 100.000 a menos em ganhos acumulados nas próximas duas décadas, em comparação com quem se formou em tempos mais favoráveis. Muitos millennials, é claro, chegaram ao mercado de trabalho durante a Grande Recessão.

E na área de investimentos, considere um relatório recente da McKinsey & Co. chamado Diminishing Returns: Why Investors May Need to Lower Their Expectations (“Menores retornos: por que os investidores podem precisar reduzir suas expectativas”). O nome já diz tudo, mas o essencial é que a empresa de consultoria prevê retornos anuais de 4,0% a 6,5% no mercado de ações nos próximos anos — uma queda drástica dos ganhos anuais de 7% a 10% comuns nos últimos 50 anos.

Renda passiva

No final das contas, o básico é o básico, mesmo quando embrulhado em um pacote mais bonito.

E apesar de todo o seu desprezo pela geração dos pais no que diz respeito ao materialismo, a realidade é que a geração do milênio sofre da mesma doença financeira: a necessidade de gastar, e gastar muito, em passivos.

Em outras palavras, por melhores que sejam as experiências, ainda são passivos que tiram dinheiro do bolso. E se você não prestar atenção em seu dinheiro e seu futuro financeiro, não conseguirá desfrutar dessas experiências mais tarde na vida.

Proteger seu futuro financeiro não é uma questão de ganância

As lições de Pai rico, pai pobre ainda se aplicam até hoje: aumente sua inteligência financeira, invista em ativos que forneçam fluxo de caixa e aproveite as coisas que ama com esse fluxo de caixa.

A grande oportunidade que a geração do milênio tem é transformar seu amor por experiências em oportunidades para aumentar sua inteligência financeira e ativos. Não se trata de possuir mais coisas. É uma questão de garantir o seu futuro financeiro para fazer as coisas que você ama e ser a pessoa generosa que você é ao longo de toda a sua vida.

Algumas sugestões:

Transforme suas viagens em oportunidades para conhecer o mercado imobiliário local e identificar possíveis propriedades que gerem retorno financeiro

Aproveite o compartilhamento de serviços econômicos como Airbnb e Uber para criar oportunidades de renda

Forme um clube de investimento com seus amigos e torne a ideia mais atraente, acrescentando um componente de contribuição social, como usar parte dos fundos para apoiar uma instituição de caridade juntos

Encontre maneiras de vender os bens que você cria a partir de seus hobbies para financiá-los e criar um negócio

Cada uma dessas ideias poderia ser render um texto completo, mas o objetivo é simplesmente colocar a sua mente para funcionar. Mais do que nunca, as lições de Pai rico, pai pobre se aplicam hoje.

Você deve mudar a maneira como encara o dinheiro e investir para sobreviver a seu futuro financeiro.

Jogue com inteligência!

​Robert Kiyosaki

“Você Também Está Cometendo Estes 3 Erros Críticos Sobre Dinheiro?”

Aposto que 99% dos brasileiros estão.

E é por isso que a maioria das pessoas fica sem dinheiro na aposentadoria… luta para sobreviver… e morre pobre.

Se você quer sua liberdade financeira, você precisa evitar esses erros!

Clique Aqui e Veja como Evitar Esses Erros…