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O futuro da economia global (Parte 1)

Robert Kiyosaki

Caro Leitor,

Em 2002, eu escrevi “Profecias do Pai Rico: O que está por vir, como se preparar e lucrar mais”, um livro prevendo a maior crise da história do mercado acionário no mundo, o que deveria acontecer algum momento depois de 2016.

“Profecias do Pai Rico” é uma previsão sobre a vida dos chamados “baby boomers” — as pessoas que nasceram entre 1946 e 1964 e formam a geração considerada a mais rica e mais sortuda da história. O livro aborda como a sua ascensão financeira se reverte a ponto de terminarem suas vidas como meu pai pobre, vivendo na pobreza ou quase em pobreza, sem emprego, sem salário, sem aposentadoria.

Na época da publicação do livro, o mercado acionário estava batendo recordes, pelo menos numericamente. Havia poucas dúvidas sobre a mentalidade predominante de que os mercados acionário e de fundos mútuos resolveriam os problemas de aposentadoria de muitos americanos. Como era de se esperar, a mídia de Wall Street acabou com o livro, fez mil críticas.

Muitas pessoas acreditam que estão seguras porque o mercado acionário deve se recuperar no longo prazo. Mas o mercado não vai se recuperar, vai cair.

Um futurista

Em 1967, eu era um estudante na Academia da Marinha Mercante em Kings Point, Nova York. Naquele ano, a Expo 67, a Feira Mundial do Futuro, foi realizada em Montreal, no Canadá. Eu e meu colega de classe Andy Andreasen fomos de carona de Nova York a Montreal para ver o futuro. Estávamos empolgados para ver o pavilhão dos Estados Unidos, um grande domo geodésico criado pelo arquiteto americano Dr. Richard Buckminster Fuller, um “futurista”. A Expo 67 foi um evento surpreendente, de expansão da consciência, transformador para a minha vida e de Andy. Nós de fato vimos o futuro.

Desnecessário dizer que Fuller era controverso. Ler o seu livro, em 1983, “Grunch of Giants” (“A Patifaria dos Gigantes”, em tradução livre), foi perturbador. As palavras que mais me perturbaram foram as palavras de Fuller sobre “jogar com dinheiro”. Fuller não especificou ou deu exemplos sobre esses “jogos”… então comecei a pesquisar.

Em 1983, eu me tornei um estudante em busca dos diferentes jogos que GRUNCH estava jogando envolvendo a mim e a você por meio do nosso dinheiro. A palavra “Grunch” é um acrônimo para “Gross Universe Cash Heist” (“O Roubo de Todo o Dinheiro do Universo”, em tradução livre). Há muitos, muitos jogos. Toda vez que virava uma pedra, descobria um novo “jogo” — como uma cobra, deslizando para fora, atrás de um esconderijo.

A lição #1 do meu pai rico é que os ricos não trabalham por dinheiro. Com frequência me pedem para eu explicar o que quero dizer com isso. Por que os ricos não trabalham por dinheiro? Porque depois de 1971, o ano em que o presidente americano Richard Nixon tirou o dólar do padrão ouro, todo dinheiro se tornou dinheiro de mentira. Por que trabalhar duro por dinheiro e pagar impostos cada vez mais altos conforme você ganha mais dinheiro de mentira?

O Federal Reserve

Os Pais Fundadores dos Estados Unidos, como são chamados os líderes políticos que assinaram a Declaração de Independência do país, se opuseram a bancos centrais como o Fed. O presidente George Washington experimentou o problema que representa o governo imprimir dinheiro quando teve que pagar suas tropas com o continental, moeda que no fim despencou para seu real valor — zero. Thomas Jefferson se opôs firmemente à criação de um banco central. No entanto, os bancos centrais controlam o mundo financeiro e temos concedido a eles poder para resolver nossas crises financeiras, as próprias crises que eles ajudaram a criar.

Explicando de forma simplificada, um banco central pode criar dinheiro do nada e então nos cobrar juros sobre o dinheiro que ele não ganhou. Esses juros são pagos na forma de impostos, inflação e, hoje em dia, deflação, que resulta na perda de empregos e no valor das nossas casas. As políticas do Fed não são realidades abstratas. São ações poderosas que determinam seu bem-estar financeiro de formas claras e ocultas.

O banco central americano, o US Federal Reserve Bank, não é dos EUA nem é federal, não tem reservas e não é um banco. O Fed é um cartel bancário. Nem todos os membros do cartel do Fed são americanos. Em 1983, Bucky Fuller não citou nomes em seu livro “GRUNCH”. Eu tive que fazer minha própria pesquisa. E minha pesquisa, realizada antes da criação do Google e de outros sistemas de busca, me levou à Dinastia Bancária Rothschild, aos Morgans e aos Rockefellers.

Quando o Fed foi criado, em 1913, um acordo foi fechado entre o banco e o Tesouro dos EUA — um assalto em dinheiro patrocinado pelo governo. Sem um sólido conhecimento de história, e de como o dinheiro é criado, não é possível se ter educação financeira de verdade. Simplesmente dizer a uma criança “consiga um emprego, economize dinheiro, compre uma casa e invista pensando no longo prazo em um portfólio diversificado de ações, títulos e fundos mútuos” é seguir um script saído diretamente do manual de operação do banco central. É um mito sobre o sucesso propagandeado pelos super ricos.

Enquanto frequentava um curso do Dr. R. Buckminster Fuller, fiquei perturbado ao ouvi-lo dizer que “o principal objetivo do governo é ser um veículo para os ricos colocarem suas mãos nos bolsos dos pobres”. Apesar de eu não gostar do que ele estava dizendo porque eu só queria pensar coisas boas com relação ao meu país e seus líderes, no fundo, e com base nas minhas próprias experiências, eu sabia que havia certa verdade no que ele estava falando.

Naquela época, eu tinha minhas próprias dúvidas secretas com relação ao governo, Quando criança, com frequência eu pensava sobre qual seria o motivo de não ensinarem o tema dinheiro na escola. Como piloto da marinha no Vietnã, imagina porque estávamos participando daquela guerra. 

Eu também presenciei meu pai pedir demissão da sua posição como superintendente da área de educação para concorrer ao cargo de vice-governador do Havaí porque estava profundamente incomodado com a corrupção que encontrou no governo. Como um homem honesto, ele não podia tolerar o que passou a ver quando se tornou um alto funcionário do governo, um integrante da equipe do governador. Então, apesar de as palavras do Dr. Fuller não serem as que eu gostaria de ouvir porque amo o meu país e não gosto de criticá-lo, as palavras dele foram perturbadoras o bastante para que eu acordasse. No início dos anos 80, meu estudo começou e passei a ficar de olhos abertos para fatos que muitas pessoas poderosas não querem que a gente enxergue.

Atualmente, muitas pessoas reclamam, criticam e lamentam sobre os grandes bancos, os políticos e a crise financeira. Para mim, isso é uma perda de tempo. Como G. Edward Griffin afirma em seu livro “The Creature from Jekyll Island” (A Criatura da Ilha Jekyll, em tradução livre), “Bailout é o nome do jogo”. Em outras palavras, o que vemos hoje é o jogo verdadeiro do Federal Reserve. O sistema foi elaborado para permitir que os grandes bancos com influência política ganhem muito dinheiro, fracassem e sejam resgatados com dinheiro dos contribuintes. No processo, os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres. Esse Fed não é para você. É para os ricos e poderosos.

Em vez de criticar o Fed, você deve se perguntar: “Como posso minimizar os efeitos do Fed na minha situação financeira pessoal”?

Se eu não tivesse começado a me preparar anos atrás para a crise, eu também seria um “baby boomer” que agora, mais velho, estaria vendo minhas economias para a aposentadoria se dissolverem e minha casa perder valor, estaria com medo de em breve perder meu emprego, meu fundo de pensão e meu plano de saúde. E, o pior de tudo, teria me tornando dependente do governo via o Seguro Social e o Medicare (o sistema público de saúde), assim como aconteceu com o meu pai pobre.

Abraço,

​Robert Kiyosaki

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