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Primeira, segunda e agora TERCEIRA ONDA DA CRISE

Robert Kiyosaki

Caro Leitor,

Quando eu estava no ensino médio, eu passei a maior parte do tempo surfando ou olhando as ondas do oceano pela janela da sala de aula.

Todo surfista sabe que ondas gigantes vêm em grupos. Geralmente, grupos de três. Isso significa que, se você perdeu as duas primeiras ondas, deve se mexer e ir para o mar. A terceira onda gigante está a caminho.

Lembro-me vividamente da maior onda que já peguei. Era inverno, época do ano em que as ondas gigantes são mais frequentes na costa do Havaí. Eu não devia estar na água. Eu devia estar com a multidão reunida na areia para admirar o espetáculo. As ondas eram maiores que a minha habilidade no surfe, mas ainda assim o ego me levou para a água e me manteve na água.

Nesse dia, eu ouvi um surfista muito mais longe de mim gritar: “Fora!” Isso significa que eu estava muito no fundo, na arrebentação. Imediatamente, virei minha prancha e passei a remar freneticamente, tentando sair de lá.

A primeira das ondas foi como uma montanha. Mal cheguei ao topo, já vi a segunda montanha de água a caminho. Vi outros surfistas ainda remando. Sabia que a terceira onda estava vindo. Sabia que tinha que pegar a segunda onda ou seria liquidado pela terceira.

Eu estava um pouco atrasado para pegar a segunda onda. Acho que ela tinha entre quatro e cinco metros. Provavelmente tinha chegado a cinco metros quando peguei o “drop”.

Minhas pernas queriam se entregar enquanto eu estava surfando a onda, com ela quebrando logo atrás de mim, mas consegui manter o equilíbrio, surfar o mais rápido que pude e chegar à praia, escapando da terceira onda. Peguei minha prancha e corri o mais rápido que pude pra areia, pra escapar da terceira onda que estava apenas começando a quebrar.

A imagem dos meus amigos surfista, na cara da terceira onda, sem conseguir escapar, suas pranchas voando no ar ficaram na minha memória.

Quando as pessoas me perguntam como eu aprendi a analisar o movimento dos mercado, eu simplesmente digo: “Eu cresci surfando”.

A primeira onda: 1998

O gráfico abaixo, do índice Dow Jones, mostra as maiores ondas financeiras dos últimos 50 anos. 

Em 1998, os fundamentos do cassino global de papel começaram a ruir e começaram as crises gigantes.

Após a primeira onda, em 1998, ocorreu o estouro da chamada “bolha das empresas pontocom”, por volta de 2000. Ao longo dessa bolha, muitas empresas investiram em IPOs de empresas de internet que não tinham vendas nem lucro.

Em março de 2000, a festa acabou, mas, claro, muitas pessoas não queriam acreditar nisso. Ainda assim, lentamente a realidade se impôs. Em uma matéria publicada em 25 de fevereiro de 2002, a revista “Business Week” afirmou: 

“Aproximadamente 100 milhões de investidores, cerca de metade dos adultos americanos, podem se relacionar com isso. Eles são a nova Classe de Investidores que emergiu ao longo da última década. Predominantemente da classe média, baby boomers suburbanos, eles acreditaram na ideia de que as ações poderiam torná-los ricos. Eles ficaram exultantes ao longo do ‘bull market’ dos anos 90. Mas eles perderam US$ 5 trilhões, ou 30% do valor das suas ações desde a primavera de 2000, quando a implosão das pontocom lançou o segundo pior ‘bear market’ desde a Segunda Guerra Mundial. Não era dinheiro do jogo Banco Imobiliário. Era dinheiro destinado à aposentadoria, para pagar a faculdade, para despesas médicas.”

A segunda onda: 2008

Depois da crise de 2008, os bancos centrais globais e o governo dos EUA imprimiram estimados US$ 9 trilhões para salvarem a eles próprios e seus amigos.

Em 2010, a maioria das pessoas já sabia que havia uma crise financeira global. Infelizmente, a maioria não sabia o que fazer a respeito. Em vez de deixar as coisas acontecerem naturalmente, a maioria das pessoas cerrou os punhos e esperou a crise passar, rezando para que seus líderes políticos conseguissem resolver essa crise global e para que aqueles dias felizes voltassem.

No meu livro “Unfair Advantage”, que escrevi em 2011, eu disse: “O problema é que a década que está chegando vai se mostrar como a década mais volátil e transformadora do mundo em toda a história”. Eu também previ que o abismo entre os que têm e os que não têm iria crescer. Muitos da classe média passariam para a pobreza.

Infelizmente, eu estava certo.

Quando os governos decidiram socorrer os donos dos bancos, os governos decidiram poupar os ricos às custas dos pobres e da classe média.

Na década seguinte, os ricos apenas ficariam mais ricos e os pobres e a classe média ficariam mais pobres devido aos impostos e à inflação.

Isso nos leva à Terceira e Última Onda… Que está chegando agora.

A terceira onda: 2020

Com o coronavírus deixando milhões sem trabalho, isso também significa que milhões não vão conseguir pagar por moradia. Mais de 2 milhões de pessoas enfrentaram a execução de suas hipotecas nos EUA no ápice da crise de 2008. Instituições de crédito imobiliário estimam até 15 milhões de casos de inadimplência se a economia dos EUA continuar fechada nos próximo meses.

Tendayi Kapfidze, economista-chefe da LendingTree disse: “Eu espero que os formuladores de políticas façam tudo que for possível para evitar uma crise financeira, e isso significa evitar execuções de hipotecas de todas as formas possíveis.” Isso significaria mais socorro aos bancos, mas, desta vez, sete vezes maior.

Historicamente, o terceiro pico sinaliza o ponto de exaustão no longo prazo. Muitas vezes, a queda profunda ocorre após o terceiro pico. É por isso que estou prevendo que a próxima crise será maior do que as que já vimos antes.

Obviamente, retrospectiva é sempre 20/20 nesses termos. Mas estou aqui para alertar que a história tem uma história de repetição, então faz sentido ficar atento, certo?

Não há tempo melhor que o presente para começar a se preparar para os momentos difíceis. Tudo começa com o entendimento de que dinheiro não torna você rico. É seu QI financeiro que torna você rico.

Abraço,

​Robert Kiyosaki

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