Efeitos colaterais

DIRETO DE WALL STREET…

Evaldo Albuquerque

Caro leitor,

Os bancos centrais de três países reduziram suas taxas de juros como forma de proteger suas economias contra possíveis consequências da guerra comercial entre EUA e China.

A Nova Zelândia, a Índia e a Tailândia reduziram as suas taxas de juros nesta semana depois que a China permitiu que o Yuan chinês caísse o seu menor nível em uma década.

Especialistas até anteciparam tais cortes na Nova Zelândia e na Índia, mas a ação monetária da Tailândia foi uma surpresa.

Com um baht (moeda tailandesa) mais fraco, a Tailândia, que exporta tanto para os EUA quanto para a China, manterá a competitividade caso a moeda chinesa afunde novamente.

Com os investidores vendendo moedas dos três países, enfraquecendo seu valor em relação ao dólar americano, uma reação em cadeia de grande volatilidade cambial está prestes a ser desencadeada.

As moedas tem seus valores estabelecidos dependendo do patamar em que as moedas dos seus principais parceiros comerciais estiverem negociando. Portanto, se esse parceiro estiver desvalorizando agressivamente sua moeda, é natural que outras fiquem mais fortes.

Contudo, para evitar que a moeda de um determinado país fique muito forte, o banco central precisa intervir.

Então, por exemplo, digamos que o Banco Central Europeu desvalorize o euro, o dólar dos EUA aumentará. Isso obrigará o Fed a intervir para desvalorizar o dólar americano.

A mesma lógica e o mesmo relacionamento se desenrola para todas as principais moedas: o iene, o dólar australiano, a libra esterlina, o franco suíço, etc.

Todas essas moedas estão sendo impactadas por seus parceiros comerciais que realizam intervenções através de seus respectivos bancos centrais.

E isso tende a trazer uma volatilidade excessiva para o mercado como um todo.

Mas não é apenas o mercado de câmbio que tem sofrido os efeitos dessa guerra comercial.

Apesar de uma taxa de desemprego baixa, o número de empregos cortados devido à falência está disparando nos EUA.

De acordo com um relatório da Challenger, Grey & Christmas, 42.937 empregos foram perdidos por essa razão nos primeiros sete meses de 2019, 40% acima em relação mesmo período no ano passado.

Trata-se dos piores dados desde 2009, quando 50.258 cortes foram anunciados devido à falência de empresas.

Embora ainda não enxergue um motivo claro para alarde, vale a pena ressaltar que o setor de varejo tem sido um dos grandes responsáveis por esses cortes.

Segundo a empresa de pesquisa Coresight, mais lojas fecharam suas portas nos primeiros sete meses deste ano do que em todo o ano de 2018.

Em suma, apesar da possibilidade desse ser mais um sinal de que uma recessão se aproxima, também é plausível que esse seja apenas um indicador de que o consumidor tem aderido às compras on-line em substituição às compras em lojas físicas.

Seja como for, diante dos acontecimentos recentes, trata-se de mais uma estatística para acompanharmos de perto.

Abraços,

Evaldo Albuquerque


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