A próxima fronteira digital

DIRETO DE SÃO PAULO…

Rafael Rabello

Caro leitor,

A ideia de uma renda básica universal ganhou força ultimamente.

E não apenas entre os políticos.

A noção de que todos devem ter direito a um salário garantido também é apoiada pela elite do Vale do Silício.

E esse raciocínio está ligado ao surgimento e aperfeiçoamento de aplicações que utilizam inteligência artificial (IA).

Na teoria, existe uma corrente sugerindo que as máquinas que estão sendo construídas conseguirão replicar a mente humana e, portanto, não seria muito difícil imaginar um mundo onde a IA poderia acabar com os empregos tradicionais.

Elon Musk, por exemplo, disse à National Governors Association (Associação Nacional de Governadores) que a ideia de eliminação dos empregos é “o problema mais assustador para mim”.

Particularmente considero Elon Musk é um visionário, mas sob muitos aspectos, nem tudo o que ele diz pode ser levado como regra – e este é um desses casos.

Não digo isso simplesmente por acreditar que uma renda básica universal seria desastrosa para a sociedade…

Mas especialmente por entender que é absurda a ideia de que a IA irá, de alguma forma, extinguir o emprego.

Ao contrário, há quem imagine que os avanços no campo da inteligência artificial terão um impacto econômico maior do que o motor a vapor, a eletricidade ou a Internet.

E ainda que algumas tarefas e profissões se tornem obsoletas ou desnecessárias, outras necessidades e demandas que sequer imaginamos também surgirão.

E junto com elas, novas atividades serão criadas para supri-las.

Foi exatamente o que ocorreu no passado e continuará a ocorrer no futuro.

Essa talvez seja uma herança dos filmes de ficção, afinal, a maior parte deles dramatiza a disputa entre humanos e robôs pelo mesmo espaço.

De maneira geral, entendo que as duas coisas andam de mão dadas. Com o tempo, o homem compreende melhor as leis do universo e desenvolve novas tecnologias.

Essas, por sua vez, nos forçam a dar um passo adiante em busca de novas descobertas e o ciclo recomeça.

No final, apenas alcançamos o estágio atual por conta da tecnologia que nós próprios criamos, sem que nos tornássemos reféns da própria criação.

Abraço,

Rafael Rabello


 

DIRETO DE WALL STREET…

Evaldo Albuquerque

Caro leitor,

O Fórum Econômico Mundial afirma que a inteligência artificial poderá ser “The Next Big Thing” e que, possivelmente, será responsável por destravar a Quarta Revolução Industrial.

A empresa de pesquisa McKinsey Global considera que IA será “a próxima fronteira digital” e uma das coisas mais importantes sobre a qual cientistas de todo o mundo estão debruçados no momento.

Certamente, ainda que em uma fase embrionária, já pudemos perceber que se trata de algo que irá mudar completamente a dinâmica e todos os aspectos do nosso cotidiano – da maneira como você trabalha até a maneira como você criará os seus filhos.

Ainda assim, também refuto a ideia de que essa nova tecnologia irá usurpar o emprego das pessoas por conta da capacidade de replicação da mente humana que tais sistemas e dispositivos poderão ter.

Falo isso por duas razões principais …

Replicação não é consciência.

É preciso entender que nem tudo no universo pode ser inteiramente explicado ou remontado apenas com as leis da física ou da química.

Por uma convicção religiosa subjacente a quase todas as neurociências e ciências da computação, creio que essa suposição seja falsa.

Na verdade, essa ideia é totalmente refutada pelo próprio computador.

Um computador pode saber a posição de cada átomo e molécula – mas ainda assim não ter a menor ideia do trabalho que está realizando. Neste ponto, a função executada pelo computador é absolutamente obscura e opaca.

O que eu estou tentando dizer é que para poder replicar fidedigna e completamente a mente humana, a IA precisaria ter pensamentos verdadeiros, mas esses, acredito eu, são produto da nossa consciência.

Muitos neurocientistas imaginam que, se o processamento lógico for acelerado a uma taxa suficientemente alta, de alguma forma a consciência surgirá.

Com toda minha ignorância, eu acredito que consciência é algo abstrato inerente à mente humana. Não importa o quão humano possa parecer, IA ainda é essencialmente o resultado de enormes quantidades de dados e estatísticas combinadas com velocidades de processamento aceleradas.

Opiniões particulares a parte, o fato é que essa ideia é o que está impulsionando os cientistas da computação a criarem a inteligência artificial.

Sob esse aspecto, acredito que novas tecnologias apenas contribuem para a expansão do nosso potencial.

Ao longo da história, surgiram tecnologias que substituíram os piores empregos – permitindo que os seres humanos fizessem outras coisas melhores.

Em outras palavras, a inteligência artificial – e todas as outras tecnologias – servirão apenas para aumentar a produtividade humana e não para substituí-la por completo.

Considere a internet, por exemplo. A internet provocou uma revolução em vários setores, mas nem por isso eliminou os empregos existentes.

Ao contrário, de maneira que sequer poderíamos imaginar, acabou criando novas ideias, multiplicando os empregos de forma esmagadora.

Outro dia li que o Walmart está desenvolvendo máquina com IA para abastecerem as prateleiras conforme os produtos se esgotam e para ajudar os consumidores.

Nesse momento, não consigo prever exatamente o que cada funcionário do Walmart vai acabar fazendo caso essas tarefas comecem a ser executadas por máquinas dotadas de IA.

Mas consigo imaginar que a IA pode gerar uma sociedade mais qualificada e técnica.

Quando surgirão os supercomputadores para auxiliar a NASA nos cálculos matemáticos necessários para os seus lançamentos, houve quem imaginasse que não haveria mais necessidade dos físicos e matemáticos.

Ao contrário, enquanto a máquina realizava todos os cálculos e projeções com a velocidade necessárias, era necessário que alguém soubesse programar e alimentar a máquina com dados e informação.

Em resumo, fecha-se uma porta e abrem-se muitas outras. Um há um novo projeto, há necessariamente a exigência por mais pessoas, contribuindo para que cada funcionário se torne capaz de executar uma variedade maior de funções.

Isto irá desencadear em mais criatividade e, consequentemente, mais oportunidades.

É dessa maneira que a roda gira há séculos e não será diferente dessa vez.

Se você quer saber como pode lucrar com a revolução do século, não perca a próxima edição do Money Connection.

Abraços,

Evaldo Albuquerque


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