Brasil terá sua fatia do bilionário mercado da maconha

DIRETO DE SÃO PAULO…

GABRIEL CASONATO

Caro leitor,

Lá se vão mais de 4 anos quando, pela primeira vez no Brasil, uma família conseguiu autorização da Anvisa para importar legalmente o canabidiol, o extrato natural da cannabis utilizado no tratamento de inúmeras doenças.

A luta de Katiele e Norberto Fischer ganhou repercussão nacional quando o casal conseguiu permissão para realizar o tratamento da filha, diagnosticada com uma síndrome rara, a CDKL5.

Por conta das frequentes crises de epilepsia provocadas pela síndrome, Anny, na época com 7 anos, tinha até 80 convulsões por semana.

Seu desenvolvimento regrediu e a pequena não falava, não andava, não tinha controle de pescoço e de tronco.

Após fazer o uso do óleo extraído da maconha, as crises passaram a ser extremamente raras, perdendo espaço para uma nova rotina marcada pela redescoberta de uma vida com possibilidades.

Algo que até então a família Fischer desconhecia.

Sua luta na Justiça fez com que a Anvisa retirasse o CBD – a sigla do canabidiol – de uma lista de substâncias proibidas, transferindo-a para a de medicamentos controlados.

Meses depois, a Receita Federal simplificou o processo de importação e retirou os impostos cobrados.

Era a primeira grande vitória dentro de uma disputa que foi crescendo e passou a ser marcada por pequenos avanços.

Desde janeiro de 2015, quando o uso terapêutico da substância foi liberado, cerca de 4 mil brasileiros já obtiveram autorização para importar o CBD.

A maioria deles se dispõe a pagar um preço alto pelo produto, com o tratamento podendo chegar a 3 mil reais por mês.

Não por acaso, muitos pacientes estão tendo que recorrer novamente à Justiça, desta vez para que o SUS arque com os custos da medicação.

O sonho destes brasileiros é de que um dia o país se aproxime dos Estados Unidos, onde o canabidiol, cada vez mais próximo de ser totalmente legalizado, já é comercializado nos mais diversos estabelecimentos por um preço muito mais acessível.

Um abraço,

Gabriel Casonato


O Boom da Maconha

Independentemente da sua opinião sobre a maconha, tem muita gente enriquecendo com a sua legalização nos Estados Unidos. E se você não agir rápido, vai ficar de fora de um evento histórico que já está criando centenas de novos milionários. Para te deixar por dentro de todos os detalhes desta oportunidade, e saber a melhor forma de surfar essa onda, acesse este documento.


DIRETO DE WALL STREET…

Evaldo Albuquerque

Os pacientes americanos dizem que usam o derivado da maconha para tudo, desde dores musculares e ansiedade à artrite, epilepsia e transtorno de estresse pós-traumático.

Por aqui, já existe óleo de CBD até para cachorros – e com sabor de bacon!

É uma indústria que espera faturar globalmente 5,7 bilhões de dólares em 2019 e 22 bilhões até 2022, segundo a consultoria Brightfield Group.

E embora ainda muito incipiente, os números apontam para um possível mercado relevante do canabidiol também no Brasil.

De acordo com levantamento de empresas especializadas, como a New Frontier Data, o número de consumidores no país pode chegar a 3,4 milhões em apenas três anos após a liberação da venda legalizada.

Com isso, o segmento poderia movimentar sozinho cerca de 4,4 bilhões de reais, valor equivalente a 6,3 por cento do total do faturamento da indústria farmacêutica brasileira.

Ou seja, o Brasil está deixando de arrecadar uma fortuna aos cofres públicos porque mantém o comércio do canabidiol sendo realizado de forma onerosa e burocrática. Isso em plena crise fiscal.

São números que, em conjunto com a onda de legalização cada vez mais forte no exterior, darão mais fôlego aos defensores e inevitavelmente ampliarão os debates sobre a viabilidade de uma liberação irrestrita de medicamentos à base de CBD no Brasil.

Veja bem que não estou falando do mercado recreativo de maconha, muito mais polêmico e ainda sem nenhuma perspectiva de avanços no país.

É importante separar isso, já que o uso para fins medicinais conta com uma aceitação muito maior da sociedade e, consequentemente, tende a evoluir para a liberação muito mais cedo.

A própria Organização Mundial da Saúde, em fevereiro, exigiu que a maconha e seus principais componentes sejam formalmente reclassificados para fins medicinais nos tratados internacionais sobre drogas.

Uma medida que pode marcar o início do fim da proibição global da cannabis após quase 60 anos de restrição.

Também vale ressaltar que a maioria das empresas do setor de maconha com ações negociadas em Bolsa foca as operações justamente no mercado medicinal.

O que, por si só, já reduz consideravelmente os riscos associados ao investimento, principalmente quando o horizonte para retorno é focado no médio/longo prazo.

É o caso, por exemplo, do Alternative Harvest ETF (NYSEARCA: MJ), composto por ações de 37 empresas majoritariamente focadas no mercado de cannabis medicinal.

Tendo em vista que o mercado recreativo de maconha ainda está deixando a fase embrionária, ele adota a estratégia de dar um peso maior às empresas que atuam focada no desenvolvimento de medicamentos e outros produtos voltados à saúde e qualidade de vida.

Na medida em que a legalização do consumo recreativo for avançando pelo mundo, esta relação tende a ficar mais equilibrada.

Até porque os estudos mostram que este mercado possui potencial de movimentar muito mais dinheiro do que o medicinal.

Mas não é isso que você precisa ter em mente agora.

O que eu quero que você entenda é que, daqui um tempo, a maconha será um produto cotidiano.

Que a legalização em esfera global decorrente dos avanços nos países desenvolvidos é um caminho sem volta.

Compreender isso e se despir do preconceito é o primeiro passo para lucrar alto com um dos setores mais promissores da atualidade.

Evaldo Albuquerque, um brasileiro em Wall Street