E o dólar?

DIRETO DE SÃO PAULO…

GABRIEL CASONATO

Caro leitor,

Sempre recebemos dúvidas sobre o dólar.

“Vai subir? Vai cair? É hora de comprar?”

Independentemente da cotação em que está sendo negociado, memorize:

Sempre é bom ter um pouco da moeda americana em seu portfólio de investimentos!

Mesmo quando ela está barata ou próxima aos níveis recordes, como os atuais.

Vou explicar o motivo…

Historicamente, o dólar americano é reconhecido globalmente por ser uma moeda forte…

O que mantém seu valor mesmo em cenários adversos.

Diante de cenários de incertezas, o dólar funciona como um porto seguro.

E uma vez que temos uma difícil e incerta agenda de reformas a ser tocada no Brasil, é bom estar protegido.

Você concorda, mas também acha que, perto dos 4 reais, o dólar está muito caro para ser comprado agora?

Pois saiba que ele sempre pode subir mais.

Afinal, quando há uma instabilidade econômica ou política, local ou mundial…

A aversão ao risco aumenta e os investidores preferem apostar na economia dos EUA a comprometer o capital em países emergentes.

Mas não é só isso que influencia a cotação da divisa americana.

Além da fuga de capital dos investidores globais, há fatores do próprio país que também fazem com que se tenha preferência por investir lá.

É o que explica meu amigo Evaldo…

Um abraço,

Gabriel Casonato


O Boom da Maconha

Independentemente da sua opinião sobre a maconha, tem muita gente enriquecendo com a sua legalização nos Estados Unidos. E se você não agir rápido, vai ficar de fora de um evento histórico que já está criando centenas de novos milionários. Para te deixar por dentro de todos os detalhes desta oportunidade, e saber a melhor forma de surfar essa onda.

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DIRETO DE WALL STREET…

Evaldo Albuquerque

Quebrou a cara quem apostou que o dólar voltaria rápido para os 3,50 reais após a eleição de Jair Bolsonaro.

Na verdade, o movimento foi justamente o oposto, com a moeda americana saindo de 3,64 reais em 28 de outubro – dia da confirmação da vitória – para os atuais 3,97.

Aqui faço um mea culpa, pois embora não tenha divulgado nenhuma previsão, estava entre os que apostavam em um dólar mais barato.

Os indícios eram quase todos nessa direção, mas depois de tantos anos fora, talvez eu tenha esquecido que o Brasil não é para principiantes.

Por aí, nem sempre 2+2 = 4.

Ou, nem sempre a realidade se apresenta conforme as expectativas.

Com o governo deixando a desejar na articulação da reforma da Previdência e a economia lutando para engatar uma recuperação, o real vem se enfraquecendo.

Enquanto isso, a resiliência da atividade americana e os sucessivos recordes no mercado de ações ajudam a explicar a força do dólar.

Na semana passada, foi divulgado que o PIB dos EUA cresceu 3,2 por cento no primeiro trimestre, resultado muito melhor do que o previsto por analistas.

A performance chama ainda mais a atenção se lembrarmos que foi conquistada em meio a um cenário de debilidade econômica global, tensões comerciais e paralisação parcial do governo americano.

E como se não bastasse, a temporada de resultados corporativos tem sido novamente marcada por lucros acima do esperado, fazendo com que os principais índices de ações do país batam recordes atrás de recordes.

Tudo isso acaba fazendo com que o investidor estrangeiro hesite em retirar seu dinheiro de um mercado tão sólido quanto o dos EUA para colocá-lo em um emergente muito mais arriscado, como o Brasil.

No curto prazo, então, podemos ver o movimento de alta do dólar continuar.

Mas isso não significa que veremos a moeda americana novamente acima dos 4 reais…

São tantos os fatores que influenciam o mercado de câmbio que, de um dia para o outro, tudo pode mudar.

No fim das contas, é simplesmente impossível prever o comportamento de uma moeda.

Alguns fatores como os mencionados aqui até podem nos indicar uma tendência de alta ou de baixa, mas jamais o valor exato.

Durante os últimos anos, por exemplo, o dólar oscilou entre o intervalo de 1,50 e 4,20 reais.

Então, por via das dúvidas, tenha sempre ativos dolarizados em sua carteira.

Evaldo Albuquerque, um brasileiro em Wall Street