Game Over

DIRETO DE SÃO PAULO…

Rafael Rabello

Caro leitor,

Um dos grandes destaques desse fim de semana foi a implosão completamente inesperada do Deutsche Bank.

O banco alemão está reestruturando suas operações, tendo abandonado definitivamente a área de investimentos e, consequentemente, cortado aproximadamente 18.000 postos de trabalho.

Para finalizar o processo, porém, o banco precisará gastar aproximadamente 7,4 bilhões de euros nos próximos três anos.

“Hoje anunciamos a maior transformação do Deutsche Bank em décadas”, declarou o CEO Christian Sewing, por meio da Barron’s.

“Estamos fazendo tudo o que é necessário para explorar nosso verdadeiro potencial: nosso modelo de negócios, custos, capital e gerenciamento. Estamos fortalecendo as nossas qualidades. Este é um recomeço para o Deutsche Bank – para o benefício a longo prazo de nossos clientes, funcionários, investidores e sociedade ”, concluiu.

Trocando em miúdos, o Deutsche como banco de investimentos, está oficialmente morto.

Em nota, a CNBC comentou que, na verdade, considerando que o banco esteve no epicentro de escândalos, investigações e multas exorbitantes decorrentes da crise financeira de 2008, é surpreendente que tenha demorado tanto tempo para que o Deutsche ruísse.

Graficamente, a ação que chegou a ser negociada por US$120 em 2007, trabalha próxima dos US$ 7,30 neste momento, tendo inclusive renovado sua mínima histórica no mês passado.

Depois de mais de uma década desde o colapso financeiro de 2008, não há mais luz no fim do túnel para o Deutsche.

É o fim da linha… game over!

Abraço,

Rafael Rabello


 

DIRETO DE WALL STREET…

Evaldo Albuquerque

Caro leitor,

O até então banco de investimento – conhecido por muitos em função dos seus crimes financeiros – anunciou que reduzirá as operações em Londres e Nova York, cortando, imediatamente, aproximadamente 1/5 da sua força de trabalho.

Notícias apontam que os funcionários do Deutsche Bank em Hong Kong, Sydney e Londres estão sendo mandados para casa, remontando às icônicas imagens que viralizaram em 2008 de pessoas saindo do trabalho às 9 da manhã com todas as suas coisas em uma caixa.

Demorou, mas a verdade é que o banco nunca conseguiu recuperar a reputação outrora estelar por conta do seu envolvimento no colapso financeiro de 2008.

Para competir com os grandes bancos de investimento americanos, o DB se engajou em atividades nada convencionais, para não dizer criminosas, como lavagem de dinheiro, manipulação de taxas de juros e violações das sanções impostas pelos EUA ao Irã.

Os reguladores americanos puniram o banco com bilhões em multas, mas o que mais pesou para a derrocada do banco foi a perda de confiança da comunidade financeira, o que acabou colocando uma enorme pressão sobre a empresa global.

Em um comunicado à equipe do DB, o CEO Christian Sewing disse que os cortes drásticos fazem parte de um processo de reconstrução necessário:

“Pessoalmente, lamento muito o impacto que isso terá em alguns de vocês. Mas para preservar o interesse de longo prazo de nosso banco, no entanto, não temos outra escolha senão abordar essa transformação de forma decisiva. Estamos voltando às nossas raízes que, em determinado momento, nos tornou um dos principais bancos do mundo”.

No entanto, embora o plano do DB seja uma grande reformulação, especialistas financeiros como o assessor econômico da Allianz, Mohamed El-Erian, entendem que esse passo tenha ocorrido tarde demais.

Por conta da debandada forçada, o banco terá que pagar aproximadamente US$ 8 bilhões em indenizações e outras despesas. Ademais, a medida que o banco encolhe, o mesmo deve acontecer com suas receitas, razão pela qual não há nenhuma perspectiva de reviravolta no curto prazo.

Apesar do esforço da Sewing para tranquilizar os investidores de que essa reestruturação tornará a empresa mais estável e competitiva, as ações do Deutsche Bank não demostram qualquer sinal de recuperação. E na verdade, não há qualquer motivo para se manter otimista com a situação.

Enquanto isso, curioso observar que o bitcoin disparou na manhã de ontem com a notícia, saltando US $ 500 em apenas 15 minutos.

De acordo com o co-fundador da Morgan Creek Digital Assets, Anthony Pompliano, a notícia endossa o motivo do bitcoin existir :

“O Deutsche Bank planeja demitir quase 20 mil funcionários”, disse Pompliano em um tweet esta manhã. “O Bitcoin não tem funcionários para despejar. O Deutsche Bank é construído para o velho mundo. E o Bitcoin é construído para o novo mundo”, concluiu.

O estrategista de ativos digitais da VanEck e diretor do MVIS, Gabor Gurbacs, concorda dizendo que este evento ilustra uma das principais vantagens da criptografia sobre as finanças tradicionais.

Terá sido a primeira vitória – de várias – do bitcoin sobre o sistema financeiro?

Abraços,

Evaldo Albuquerque


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