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Game is Money!

 

DIRETO DE WALL STREET…

Evaldo Albuquerque

Caro leitor,

Especialmente aqueles que já estão beirando os seus 40 anos devem se lembrar do entusiasmo com que jogávamos vídeo game durante nossa infância.

Tudo bem, estamos falando do período jurássico dos games, mas não importa.

Os clássicos do Atari, como Enduro e River Raid (meu favorito), têm espaço cativo no coração e na memória, seguidos pelo lendário Mario Kart, que veio mais tarde com o Super Nintendo.

Mas o tempo passa e, como não poderia ser diferente, junto com as demais tecnologias, também houve avanços extraordinários nessa área.

Atualmente, em muitos casos, chega a ser difícil distinguir entre o real e o virtual, tamanha capacidade gráfica e de processamento que os consoles e games alcançaram.

Com tantas mudanças, foi-se o tempo em que jogar vídeo game era apenas um passa tempo ou hobby nas horas vagas.

É claro que sempre existiram os mais aficionados, como eu, que eventualmente topam trocar algumas horas de sono para liquidar aquela fase.

Mas a brincadeira ficou séria e, de tão séria, foi levada para um patamar nunca antes imaginado. Literalmente, virou coisa de profissional.
Uns dez anos atrás até poderia ser força de expressão dizer algo do gênero, mas agora é para valer!

Embora possa ser ultrajante para os mais conservadores, estamos falando, por exemplo, de E-Games, com jogadores patrocinados, pagos e campeonatos televisionados no mundo inteiro.

Mas esse é apenas um nicho dessa revolução.

Estamos falando da profissionalização do entretenimento sob todos os aspectos, e não apenas dos jogadores.

Percebendo a demanda existente, aliada às novas tecnologias, internet, conectividade, etc., não demorou muito tempo para as empresas percebessem que estavam diante de uma oportunidade única.

Alguns ainda dão de ombro e não percebem o que está por trás desses jogos despretensiosos. Para muitos é apenas um joguinho de celular para brincar enquanto você está na fila do banco.

Não!

Pokemon Go, Candy Crush, Fortnite, Counter Strike… você escolhe a febre que, de tempos em tempos, prende a atenção de uma massa de usuários.

Não estamos mais falando simplesmente de “joguinhos”, mas de uma indústria que move bilhões todos os anos. Eu disse bilhões.

Certamente, uma revolução completa de hardware, software, mas principalmente conceitual. Game is Money!

E sendo assim, todo o setor e o seu entorno é, e continuará sendo, uma oportunidade de investimento por um bom tempo.

Eu nunca fui um viciado por vídeo games. Talvez o último que tive – e ao qual realmente dediquei algumas horas jogando – foi o PlayStation I.

Por outro lado, posso afirmar com tranquilidade que estou a par de todas as tendências, tecnologias e games que estão na praça.

A razão é simples. Como disse o Rafael, Game is Money!

Por incrível que pareça, o maior mercado de entretenimento do mundo não é música, não é TV e não é cinema. São os vídeos games.

Apenas para colocar em perspectiva, videogames representam uma fatia maior do que música e filme juntos! Mas não é só isso…

É como em um circo. Apesar do picadeiro atrair a atenção da maioria, existe todo o entorno para suportar aquela atração.

Além das empresas que desenvolvem e vendem os games como atividade principal, tem uma série de outros setores que se beneficiam direta e indiretamente dessa engrenagem.

Tente ver as coisas por outros ângulos e perspectivas.

A maioria das empresas públicas que operam no setor de jogos criam consoles, chips, software ou hardware.

Independentemente da plataforma utilizada, de alguma maneira estamos nos referindo aos televisores, monitores, câmeras, computadores (processadores, placas vídeo, componentes eletrônicos, etc.), smartphones, internet (4G, 5G) e por aí vai.

Trata-se de um leque enorme de empresas que estão fazendo fortunas ano após ano. Umas são mais conhecidas, outras menos, algumas nos Estados Unidos, outras na China… não importa.

Nesse mercado, assim como nos games, não podemos desgrudar os olhos do monitor um único minuto. Uma piscada mais longa e a próxima oportunidade já é passado.

Abraços,

Evaldo Albuquerque, um brasileiro em Wall Street


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